Novos materiais detalham, passo a passo, como funciona o Fluxo de Casos da Busca Ativa Escolar

Por Comunicação

26.08.2026 | Atualizado: 26.08.2026
Novos materiais detalham, passo a passo, como funciona o Fluxo de Casos da Busca Ativa Escolar

Fluxograma reúne as cinco etapas que orientam equipes municipais e estaduais a identificar, atender e acompanhar crianças e adolescentes fora da escola

A coordenação nacional da estratégia Busca Ativa Escolar (BAE) disponibiliza dois novos materiais de apoio às equipes estaduais e municipais que atuam na garantia do direito à educação: um card do fluxo de casos, e um fluxograma das etapas da metodologia da Busca Ativa Escolar, que detalha, passo a passo, como cada caso deve ser conduzido na prática.

Os dois materiais têm como objetivo apoiar gestores/as, supervisores/as institucionais, coordenadores/as operacionais, técnicos/as verificadores e agentes comunitários/as na aplicação da metodologia, reduzindo dúvidas sobre quem faz o quê, em qual momento e por meio de qual instrumento de registro na plataforma.

Os dois materiais — o card e o fluxograma em PDF — já estão disponíveis para download no site da Busca Ativa Escolar e podem ser utilizados livremente por secretarias estaduais e municipais de Educação, Saúde e de Assistência Social etc. na organização de suas equipes e na capacitação de novos integrantes.

As cinco etapas do fluxo

O fluxo parte da identificação de crianças e adolescentes fora da escola ou em risco de abandoná-la e avança até o acompanhamento contínuo da trajetória escolar, garantindo que o retorno às aulas seja efetivo e duradouro. Confira o resumo de cada etapa:

1. Identificação

A primeira etapa consiste em identificar crianças e adolescentes fora da escola ou em risco de abandoná-la. Isso pode ser feito por meio do cruzamento de bases de dados, como a planilha de “não localizados” do Censo Escolar, além de busca porta a porta e identificação durante atendimentos nos serviços públicos. 

2. Verificação

Na segunda etapa, busca-se verificar os motivos que levaram à exclusão ou ao risco de abandono ou evasão escolar. A abordagem é feita junto à família, seja nas residências, nas escolas ou em outros serviços públicos, com o registro nos formulários de pesquisa e de análise técnica. 

3. Atendimento

A terceira etapa trata do encaminhamento aos atendimentos intersetoriais necessários, conforme os motivos identificados. Por exemplo, o trabalho infantil é direcionado à Assistência Social, a gravidez na adolescência à Saúde, e a falta de vagas à Educação. 

4. (Re)matrícula

A quarta etapa consiste em matricular a criança ou adolescente que está fora da escola, ou reinseri-la na sala de aula quando houver risco de abandono. A escola mais apropriada é identificada conforme o histórico do caso.

5. Acompanhamento

Por fim, a quinta etapa acompanha a trajetória do estudante para garantir que ele não volte a abandonar ou evadir a escola. Isso envolve diálogo com a equipe diretiva para assegurar o acolhimento após o retorno e a construção de um plano de recomposição das aprendizagens.


Baixe agora o card e o fluxograma.